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Tempo: a nova moeda de troca

Com a internet, P2P, torrentz, DC++, … cada internauta tem a sua disposição, quase em tempo real, as melhores produções de TV do mundo, o melhor do cinema, quadrinhos, música. Ou seja, ele possui uma quantidade de possibilidade muito maior do que tempo para consumir tudo que quer.

O novo consumidor cultural é obrigado a escolher  o que quer assitir e sua principal moeda é o seu tempo.O mesmo tempo que ele tem para trabalhar, dormir, fazer exercícios, namorar,… portanto cada minuto na frente da TV tem que ser muito bem gasto, temque ter um alto retorno emocional.  Esse caso se agrava com as séries de TV, pois se umn filme for ruim, o espectador só investiu 2 horas de sua vida, mas se a série for ruim, o espectador terá investido 1 hora por semana nela. É muito mais tempo. Seriados tem que entregar cada vez mais para o espectador não se sinta  desrespeitado pel otempo que gadtou assistindo.

Já comentei aqui que  o motivo pelo qual Dollhouse foi cancelada é que eles apresentaram um 13º episódio alucinante e na segunda temporada voltaram pruma história sopinha de bebê. Fringe é outra série que está fazendo o mesmo e sua audiêcnia está despencando. Fringe apresenta universos paralelos, guerra dimensional e na temporada seguinte segue nos casos da semana contra o garoto -topeira, o garoto-mental, o observador que se apaixona, etc… Assim não dá, tem que avançar na história e não ter medo de tomar decisões ousadas.

The Mentalist consegue fazer isso. Cria-se um time inteiro de personagens no CBI apenas para poder usá-los de maneira dramatica para avançar a história. Quem assistiu o destino do time do Bosco, sabe do que eu estou falando. Excelente.

Por esse motivo é que tenho preferido  cada vez mais assistir séries inglesas. Elas são menores em tamanho, portanto não precisam de episódios tapa-buraco com tramas garoto-topeira.  Fora isso, como não possuem grandes orçamento, suas tramas tem que estar muito melhor calcadas no roteiro. Life on Mars, Ashes to Ashes, Being Human, Doctor Who, Torchwood, The Office, Skins, Primeval, Jeckyll, Mifits e Paradox  São todos exemplos de séries recentes inglesas com uma qualidade média de roteiros muito maior do que as séries americanas. Dê uma chance as séries inglesas, você vai perceber que não é perda de tempo.

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Torchwood

Um amigo meu odeia séries inglesas da BBC. Os atores são feios, são mal atores, e normalmente as séries possuem baixo orçamento, com (d)efeitos visuais. Quando bem -feito, eu adoro isso tudo. E Torchwood tem isso tudo e ótimos roteiros.

Para quem não sabe do que eu estou falando, tirei esse texto daqui

“Torchwood” é derivada da série de ficção científica “Dr. Who”, trazendo mais aventuras de uma equipe de investigadores que utiliza a tecnologia alienígena para resolver crimes terrestres e extraterrestres.

A série gira em torno de Torchwood Three, um ramo do Torchwood Institute dedicado (entre outras coisas) a vigiar a falha tempo/espaço que corre pela cidade . O instituto foi criado pela Rainha Vitótia, em 1897, para defender o reino contra ameaças sobrenaturais e extraterrestres, após uma reunião com o Dr. Who e um homem-lobo em uma casa chamada Torchwood, situada nas montanhas da Escócia.

Com uma sede subterrânea sob o Millenium Center, de Cardiff, os seis membros da Torchwood Three operam à margem do governo e da polícia e muito além das Nações Unidas. A mando do Capitão Jack Harkness (John Barrowman), sempre enigmático e vigilante, a equipe se dedica ao desconhecido e luta pelo impossível.”

o site Topismo publicou os 5 motivos para se assistir Torchowwod, quee u vou reproduzir aqui, com os devidos créditos

5) A trama: A idéia não é exatamente original, entretanto sua apresentação é inteiramente nova. No século XIX, a Rainha Vitória criou secretamente uma organização chamada “Torchwood”, com o único objetivo de recuperar itens alienígenas e utilizá-los para o bem do Império Britânico. Mais de uma centena de anos de passaram e o Instituto Torchwood ganhou ramificações, ao todo 4! Na série conheceremos como funciona a terceira organização. Localizada no centro do País de Gales, em Cardiff, Torchwood 3 é formado por um pequeno grupo de outsiders, cada um com sua especialidade, possuindo acesso ilimitado e prioridade em todas as investigações estranhas que acontecem nos arredores. No episódio piloto acompanhamos a policial Gwen que, ao se deparar com a equipe de Torchwood, acaba descobrindo que o universo era bem maior do que ela pensava. Sob os olhos de Gwen vamos sabendo pouco a pouco o que é Torchwood nos dias de hoje, algo bem diferente da idealização na época em que foi criado.

4) Os personagens:
Temos ao todo 5 personagens centrais. A já mencionada Gwen Cooper (o contato com a polícia), Dr. Owen Harper (médico e segundo em comando), Toshiko Sato (especialista em computação), Ianto Jones (suporte) e o Capitão Jack Harkness (o líder do bando). É nos personagens e suas relações que começa a originalidade tão característica das boas obras de ficção cientifica. Cada um deles possui diferentes agendas, seus relacionamentos tanto externos quanto internos são oscilantes. Ou seja, nada de turma feliz de amigos, o ambiente de trabalho é pesado. Como em qualquer emprego, a equipe tem dias boas e ruins, podem jantar juntos e conversar normalmente ou podem se desentender violentamente e quando se discorda em Torchwood, geralmente armas engatilhadas e disputas morais acabam resolvendo a situação. Pela primeira vez numa série, temos a chance de gostar e de desgostar dos personagens (às vezes num mesmo episódio).

3) Os temas: Não é qualquer série hoje em dia que pode debater tão abertamente temas como suicídio, eutanásia, existencialismo, niilismo, o poder como instrumento de corrupção, vida após a morte (mais especificamente: ausência de vida após a morte – um tema recorrente em Torchwood é o fato de que “quando morremos, tudo acaba, não existe nada além de escuridão), identidades secretas e relacionamentos homossexuais. Em cada episódio uma pauta, que se liga a outra e forma uma grande e complexa arena de debates. Entretanto, nem tudo é apresentado com tamanha seriedade, as questões aqui levantadas são geralmente postas de forma natural. Dilemas que surgem e que forçam os personagens a tomarem decisões pensadas ou precipitadas. Torchwood é uma série feita para adultos, mas que coloca em questão temas que deveriam ser explorados (em diferentes níveis) desde que nascemos.

2) O realismo: Como eu já mencionei, não é sempre que podemos gostar e desgostar de um personagem de ficção dentro de um mesmo episódio. Na vida, mesmo entre amigos, temos momentos assim, nem sempre somos constantes quanto as nossas amizades, pessoas podem nos surpreender positivamente ou negativamente a todo o momento. Geralmente em roteiros ficcionais isso não é possível, a não ser que se trate de um suspense criminal em que o mistério do “quem matou?” possa nos levar a gostar ou detestar alguém. Ainda assim, o crime ainda é apenas um embuste, um corte muito brusco na relação do espectador com o personagem. Em Torchwood somos levados a reavaliar nossas posições e, muitas vezes, perdoar os personagens por suas ações, tentamos entendê-los e isso não é fácil de ser reproduzido. Graças as alegorias alienígenas, somos conduzidos a pensar nos humanos, um mérito de toda ficção cientifica bem pensada é, justamente, o de ser realista.

1) Capitão Jack Harkness: Ok, até aqui eu fui bem sério. Agora podemos relaxar pois o Capitão Jack Harkness não é um mero personagem. Pense em Han Solo, misture ele com outro Capitão, Jack Sparrow e agora adicione um toque de total mistério sobre suas origens e suas motivações! Esse é o Capitão Jack Harkness, bem humorado, destemido, capaz de se sacrificar por quem quer que seja e de enfrentar seus melhores amigos caso esteja certo (e geralmente ele está). Entretanto nem tudo é fácil para Jack Harkness, para começo de conversa essa não é sua identidade real, graças a uma ressurreição* Jack não pode morrer – nunca! – o que faz dele um potencial suicida já que não existem limites para suas ações. E se não bastasse tudo isso, Jack tem que lidar com outra faceta de sua personalidade, seu lado “omnisexual”. Sim… homens, mulheres, seres alienígenas sem gênero… todos atraem o Capitão que acaba se arriscando tentando fazer com que o mundo compreenda ou não repreenda sua orientação. Fato esse que gera alguns dos melhores momentos da temporada.

A série possui 3 temporadas, a primeira e asegunda co m13 episódios ea terceira com apenas 5, no formato de mini-serie.  OS persoangens são bem construidos, as tramas são sólidas. e há muito tempo que eu não via uma série de ficção cientifica co mroteiros tão interessantes. Lógico, voce tem que abstrair um pouco a cara dos monstros e alguams coincidencias de roteiros. maa série é diversão certa e no dia que lançarem u mRPG dela, com certeza vou comprar. Fiquei até com vontade de ver as 4 temporadas que já sairam de Doctor Who.  Só tome cuidado ,se voce não gosta de cenários e monstros que lembrem os anos 60,  nem  situações homoafetivas, essa série pode te chocar. HE HE HE.

E que venha a quarta temporada!!!